Filme perdido de 1907 é redescoberto e reescreve história do cinema de ficção científica
Uma cópia de 'Gugusse and the Automaton' (1907), considerado perdido por mais de um século, foi encontrada nos EUA e revela que o primeiro robô do cinema surgiu 22 anos antes do que se acreditava. Dirigido por Georges Méliès, o curta-metragem antecede 'The Master Mystery' (1919), até então reconhecido como pioneiro no gênero.
O pioneirismo de Georges Méliès
O filme 'Gugusse and the Automaton', também conhecido como 'The Clown and the Automaton', foi produzido em 1907 pelo cineasta francês Georges Méliès, um dos pais dos efeitos especiais no cinema. A obra retrata um robô interagindo com um palhaço, estabelecendo o primeiro registro cinematográfico de um autômato. Até então, 'The Master Mystery' (1919), estrelado por Harry Houdini, era considerado o marco inicial do gênero, com o robô 'Q the Automaton' protegendo um cartel e usando uma arma de gás chamada 'The Madagascan Madness'. A redescoberta da cópia em Michigan, por um homem que a herdou de seu bisavô, reposiciona Méliès como o verdadeiro precursor da ficção científica robótica no cinema.
Impacto da redescoberta
A recuperação do filme, anunciada em fevereiro de 2026, foi celebrada por historiadores e entusiastas do cinema. A obra de Méliès, perdida por mais de 100 anos, desafia a narrativa estabelecida sobre a evolução do gênero sci-fi. Especialistas destacam que a técnica de Méliès, embora rudimentar para os padrões atuais, já explorava a ideia de máquinas com comportamento autônomo, algo revolucionário para a época. A cópia física, encontrada em condições surpreendentemente preservadas, será restaurada e exibida em festivais de cinema clássico ainda em 2026.