Trump nega influência de Israel em decisão de guerra contra Irã e reafirma posição antiarmas nucleares
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou ter sido influenciado por Israel para entrar em guerra contra o Irã, atribuindo sua decisão aos ataques de 7 de outubro de 2023 e à sua posição contra o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã. Trump também criticou a mídia e as pesquisas de opinião, chamando-as de manipuladas. O Irã respondeu aos ataques iniciais bloqueando o Estreito de Ormuz, elevando os preços do petróleo globalmente.
Contexto e declarações de Trump
Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (20/04), Donald Trump afirmou que Israel nunca o convenceu a entrar em guerra com o Irã. Ele destacou que sua decisão foi baseada nos eventos de 7 de outubro de 2023 e em sua posição de longa data contra a possibilidade de o Irã desenvolver armas nucleares. Trump também mencionou a possibilidade de uma mudança de regime no Irã, sugerindo que novos líderes poderiam trazer prosperidade ao país. A chefe de inteligência de sua gestão, Tulsi Gabbard, declarou em março que não há evidências de que o Irã esteja construindo armas nucleares.
Reações e consequências
Uma pesquisa da NBC News indicou que dois terços dos estadunidenses desaprovam a forma como Trump está conduzindo a guerra. Críticos acusam Israel de ser a força motriz por trás do conflito, retratando Trump como um líder influenciado por Benjamin Netanyahu. Após ataques dos EUA e Israel que resultaram na morte do Líder Supremo Ali Khamenei e outros altos funcionários iranianos em 28 de fevereiro, o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, causando um aumento nos preços do petróleo. Trump também atacou a grande mídia, alegando que 90% das notícias sobre a guerra são falsas e manipuladas, além de questionar a legitimidade das pesquisas de opinião.