Ye (Kanye West) Sob Revisão do Governo Britânico e Perde Patrocínios Após Polêmica no Wireless Festival
O direito de entrada de Ye (anteriormente Kanye West) no Reino Unido está sob revisão governamental após protestos contra sua participação como atração principal no Wireless Festival. Diversos patrocinadores, incluindo Pepsi e Diageo, retiraram seu apoio ao evento em Londres.
Revisão de Entrada no Reino Unido e Retirada de Patrocínios
O rapper Ye, agora conhecido como Ye, foi anunciado como atração principal por três noites do Wireless Festival em Finsbury Park, Londres, em julho. A decisão gerou críticas generalizadas, incluindo do Primeiro-Ministro Sir Keir Starmer, que expressou preocupação com a contratação de Ye, citando suas "declarações antissemitas anteriores e celebração do Nazismo". Em resposta, uma série de patrocinadores cortaram laços com o festival, incluindo Pepsi, Diageo, PayPal e Rockstar Energy. A BBC relatou que o direito de Ye entrar no Reino Unido está sob revisão governamental, pois ministros podem banir estrangeiros cuja presença não seja "conducente ao bem público". Ye já teve entrada negada na Austrália anteriormente. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, e grupos como o Jewish Leadership Council e a Campaign Against Anti-Semitism também se manifestaram contra a decisão. Sajid Javid, ex-chanceler e presidente do Holocaust Memorial Day Trust, condenou o festival pela contratação de West e manifestou certeza de que a Secretária do Interior impediria a entrada do rapper se o Wireless não cancelasse os shows. O histórico de comentários antissemitas de West remonta a 2022, com declarações ofensivas em redes sociais que levaram à suspensão de suas contas no Instagram e Twitter.
Consequências para Ye por Comentários e "White Lives Matter"
Ye (anteriormente Kanye West) enfrenta um expurgo público. O rapper fez manchetes em seu desfile da Yeezy Paris Fashion Week em 3 de outubro de 2022, ao usar uma camiseta com a frase "White Lives Matter" estampada nas costas, acompanhado por modelos negros usando a mesma peça. A frase foi adotada por grupos neonazistas e supremacistas brancos em resposta ao movimento Black Lives Matter, resultando em repercussão negativa de fãs e celebridades online. A controvérsia se intensificou quando Ye reforçou seus comentários no Instagram e usou retórica antissemita no Twitter (agora X), ampliando seu discurso de ódio em entrevistas. Empresas como The Gap, Balenciaga e outras encerraram contratos e acordos de marca com o rapper. Forbes reportou que Ye perdeu seu status de bilionário após a Adidas anunciar em 25 de outubro de 2022 o fim de seu contrato, declarando intolerância a discurso de ódio. A publicação estimou o patrimônio líquido de Ye em US$ 400 milhões, resultando em sua remoção da lista de bilionários da Forbes. Desde então, a Adidas iniciou uma investigação interna após acusações de ex-funcionários sobre conduta inadequada no ambiente de trabalho. Figuras próximas a ele, como a ex-namorada Julia Fox e o colaborador Pusha T, também se distanciaram. O jantar de Ye com Donald Trump e o supremacista branco Nick Fuentes em 22 de novembro de 2022 foi amplamente denunciado, inclusive por Trump.