Google enfrenta divisão interna entre funcionários com acesso ao Claude da Anthropic e os restritos ao Gemini
Engenheiros do Google DeepMind utilizam a ferramenta de IA Claude, da Anthropic, para codificação, enquanto a maioria dos funcionários da empresa está restrita ao uso exclusivo dos modelos internos Gemini. A decisão gera tensões, especialmente após a empresa pressionar colaboradores a adotarem IA em suas atividades.
Acesso desigual a ferramentas de IA gera conflito
Uma divisão interna surgiu no Google após alguns funcionários do Google DeepMind receberem permissão para usar o Claude, modelo de IA da Anthropic, para fins de codificação. Segundo três fontes familiarizadas com o assunto, a maioria dos colaboradores da empresa está restrita ao uso exclusivo das ferramentas internas baseadas em Gemini, a IA desenvolvida pelo próprio Google. A medida tem causado insatisfação entre engenheiros de outras áreas, que alegam que os modelos internos não são tão eficazes quanto o Claude para tarefas de programação. A situação se agravou após o Google intensificar a pressão para que mais funcionários adotem IA em suas atividades, incluindo metas específicas que serão avaliadas em revisões de desempenho.
Política interna e dogfooding
O Google justifica a restrição ao uso de ferramentas externas com base em sua infraestrutura personalizada e na prática de 'dogfooding', onde funcionários testam produtos internos antes do lançamento para clientes. A empresa acredita que essa abordagem acelera melhorias nos serviços. No entanto, outras gigantes da tecnologia, como a Meta, permitem que seus colaboradores utilizem modelos externos, como o Claude, sem restrições. Um porta-voz do Google não respondeu ao pedido de comentário do Business Insider. A decisão de permitir o uso do Claude apenas para alguns funcionários do DeepMind também foi criticada por Steve Yegge, ex-funcionário do Google, em declarações recentes.