PCC usava imóveis no interior de SP como sedes de 'empresas fantasmas' para lavagem de dinheiro
Polícia Civil descobre que o Primeiro Comando da Capital (PCC) utilizava endereços residenciais em cidades do Oeste Paulista, como Santo Anastácio, Martinópolis e Presidente Venceslau, para registrar empresas fantasmas. Moradores afirmaram desconhecer o uso dos imóveis para atividades criminosas. Operação Vérnix, que prendeu Deolane Bezerra, apura movimentação de R$ 20 milhões na região.
Operação e investigação
A Polícia Civil, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e o Ministério Público, realizou a Operação Vérnix, que resultou na prisão de Deolane Bezerra e na identificação de empresas fantasmas ligadas ao PCC. Segundo o delegado Ramon Guarnieri Pedrão, os documentos apreendidos serão analisados na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Venceslau e em São Paulo, com foco em extração de dados de equipamentos eletrônicos e materiais retidos em cofres.
Endereços residenciais usados como fachada
Imóveis em bairros residenciais de Martinópolis, Santo Anastácio e Presidente Venceslau foram utilizados para registrar empresas sem qualquer identificação visível. Em Martinópolis, por exemplo, não havia sinalização da empresa DB Santos Apoio Administrativo e Financeiro no endereço indicado. Moradores locais afirmaram desconhecer as atividades criminosas associadas aos imóveis.
Movimentação financeira e estratégia do PCC
A investigação aponta que a transportadora ligada ao PCC movimentou cerca de R$ 20 milhões em Presidente Venceslau. O governador Tarcísio de Freitas destacou que a operação visa à 'asfixia financeira' da facção. Além disso, um endereço em conjunto habitacional considerado 'bem precário' abrigava o registro de 35 empresas, segundo o Gaeco.