Estudo revela que 560 a 610 minutos de exercício semanal reduzem risco cardiovascular em mais de 30%
Pesquisa publicada na 'British Journal of Sports Medicine' indica que a prática de 560 a 610 minutos de atividade física moderada a vigorosa por semana pode reduzir em mais de 30% o risco de doenças cardiovasculares, como infartos e derrames. Atualmente, a OMS recomenda 150 minutos de exercício intenso ou 300 minutos moderados semanais, mas os novos dados sugerem que metas mais altas ampliam significativamente a proteção à saúde.
Metas atuais da OMS podem ser insuficientes
As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que adultos pratiquem pelo menos 150 minutos de atividade física intensa ou 300 minutos de exercício moderado por semana para reduzir riscos de doenças crônicas. No entanto, um estudo recente publicado na revista 'British Journal of Sports Medicine' aponta que esses valores podem não ser suficientes para uma proteção cardiovascular robusta. Segundo os pesquisadores, para alcançar uma redução de risco superior a 30%, são necessários entre 560 e 610 minutos semanais de exercícios moderados a vigorosos.
Metodologia e resultados do estudo
A pesquisa analisou dados de mais de 17 mil participantes do UK Biobank, um banco de dados biomédicos de larga escala do Reino Unido, coletados entre 2013 e 2015. Os voluntários utilizaram dispositivos no pulso por sete dias consecutivos para registrar seus níveis de atividade física. Os resultados demonstraram que aqueles que praticavam entre 560 e 610 minutos de exercício por semana apresentavam uma redução substancial no risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como infartos e derrames, em comparação com os que seguiam apenas as recomendações mínimas da OMS.
Benefícios adicionais e recomendações
Aiden Doherty, professor de Informática Biomédica na Universidade de Oxford e não envolvido no estudo, destacou que a prática de 150 minutos semanais de exercício já reduz o risco cardiovascular em 8% a 9%. Contudo, os novos dados reforçam que aumentar a duração da atividade física pode potencializar esses benefícios. Os pesquisadores sugerem que indivíduos busquem incorporar mais movimento em suas rotinas, seja por meio de caminhadas, corridas, ciclismo ou outras modalidades, para alcançar os níveis ideais de proteção à saúde.