Morte de fisiculturista aos 22 anos expõe riscos do uso de anabolizantes e crescimento alarmante no Brasil
O fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, morreu em 23 de maio de 2026 devido a uma cardiomiopatia hipertrófica, doença cardíaca que pode ser agravada pelo uso de anabolizantes. Levantamento da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia revela que um em cada 16 estudantes de Ensino Fundamental ou Médio já utilizou essas substâncias. Dados da Anvisa indicam um aumento de 670% no uso de testosterona nos últimos cinco anos.
Cardiomiopatia hipertrófica e uso de anabolizantes
Gabriel Ganley, fisiculturista com mais de 1,7 milhão de seguidores nas redes sociais, morreu aos 22 anos em decorrência de uma cardiomiopatia hipertrófica, condição que pode ser genética ou agravada pelo uso de anabolizantes. Em suas redes, Ganley relatava o uso de hormônios como insulina e testosterona. Segundo especialistas, não existe dose segura para o uso dessas substâncias, e a prática é especialmente perigosa quando associada ao fisiculturismo de alto rendimento. A insulina, por exemplo, é utilizada por alguns atletas para potencializar o crescimento muscular, mas seu uso sem supervisão médica pode levar a complicações graves, incluindo hipoglicemia severa e morte.
Crescimento alarmante do uso de anabolizantes no Brasil
Um estudo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia aponta que aproximadamente 6,25% dos estudantes brasileiros de Ensino Fundamental e Médio já fizeram uso de anabolizantes. A Anvisa registrou um aumento de 670% no consumo de testosterona nos últimos cinco anos. Os riscos associados ao uso dessas substâncias incluem danos hepáticos, alterações hormonais, problemas cardiovasculares e transtornos psiquiátricos. Especialistas alertam que o uso indiscriminado de anabolizantes, especialmente entre jovens, representa um grave problema de saúde pública no país.
Riscos no esporte de alto rendimento
No universo do esporte de alto rendimento, o uso de anabolizantes é frequentemente associado à busca por resultados rápidos e desempenho superior. No entanto, os riscos são significativos e incluem desde alterações metabólicas até doenças cardíacas irreversíveis. Médicos especializados em cardiologia do esporte destacam que a pressão por corpos musculosos e a cultura do fisiculturismo contribuem para a normalização do uso dessas substâncias, muitas vezes sem a devida orientação médica. A morte de Gabriel Ganley reforça a necessidade de campanhas de conscientização e regulamentação mais rigorosa sobre o tema.