Farmácia Popular é bloqueado em Sorocaba e Votorantim, deixando pacientes sem acesso a medicamentos gratuitos
Farmácias de Sorocaba e Votorantim, no interior de São Paulo, tiveram o programa Farmácia Popular bloqueado devido a um processo de auditoria do governo federal. Cerca de 130 mil pessoas dependentes do programa estão sem acesso a medicamentos gratuitos, com previsão de até nove meses para a resolução do problema. O Ministério da Saúde afirma que o programa continua funcionando, mas não esclarece os motivos dos bloqueios específicos.
Impacto nas cidades afetadas
O bloqueio do programa Farmácia Popular em Sorocaba e Votorantim afeta diretamente cerca de 130 mil pessoas que dependem de medicamentos gratuitos para tratamentos contínuos. Pacientes relatam frustração ao chegarem às farmácias e descobrirem a suspensão do benefício. "A gente fica muito frustrado com isso, porque é uma situação que a pessoa tem o direito e acaba não conseguindo levar o remédio para o seu próprio tratamento", afirmou a farmacêutica Mayara Borges. As farmácias tentam minimizar o impacto mantendo preços baixos para os medicamentos, mas a medida não atende a toda a demanda da população.
Processo de auditoria e prazos
A suspensão do programa ocorre devido a um processo de auditoria conduzido pelo governo federal. Segundo a atendente Mariana Rivabem, as farmácias já encaminharam toda a documentação solicitada, mas o prazo para retorno e possível reativação do programa pode chegar a nove meses. "Avisaram que é de seis a nove meses para sabermos se teremos o programa de volta", explicou. Enquanto isso, os pacientes são orientados a procurar Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para obter os medicamentos necessários.
Posicionamento do Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde foi questionado sobre o bloqueio e afirmou que o programa Farmácia Popular "continua funcionando normalmente na região". O órgão listou o número de farmácias credenciadas: 96 em Sorocaba, 15 em Votorantim e 3 em Piedade. No entanto, não houve resposta específica sobre os motivos dos bloqueios causados pelas auditorias. A Federação Brasileira de Farmácias (Febrafar) confirmou que, durante o processo de auditoria, o sistema das farmácias permanece inativo.