Venezuela recupera ativos congelados no FMI e anuncia uso em serviços públicos essenciais
A Venezuela anunciou o desbloqueio de ativos congelados no Fundo Monetário Internacional (FMI) após sete anos de suspensão devido a sanções dos EUA. Os recursos serão destinados a investimentos em infraestrutura crítica, como sistema elétrico, distribuição de água, hospitais e programas sociais. O valor exato não foi divulgado, mas estima-se que possa chegar a US$ 5 bilhões.
Detalhes do desbloqueio e uso dos recursos
A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou que os ativos recuperados não serão utilizados para endividamento, mas sim para recompor serviços públicos essenciais. Segundo ela, a medida representa uma 'vitória diplomática' e pode fortalecer as reservas internacionais do país. Rodríguez destacou que os recursos serão aplicados imediatamente em setores como saúde, energia e distribuição de água, além de programas sociais. O FMI, por meio de sua diretora-gerente Kristalina Georgieva, indicou que a Venezuela poderá acessar um programa de apoio financeiro no futuro, desde que cumpra condições específicas para restaurar a estabilidade macroeconômica.
Contexto e reações internacionais
Os ativos haviam sido bloqueados em meio ao isolamento financeiro imposto à Venezuela, especialmente após 2020, quando o país solicitou direitos especiais de saque no valor de US$ 5 bilhões, mas teve o pedido negado devido a disputas sobre o reconhecimento do governo venezuelano. Delcy Rodríguez agradeceu o apoio de países mediadores, incluindo o Brasil, nas negociações. A diretora do FMI, Kristalina Georgieva, classificou o caminho para a recuperação econômica da Venezuela como 'muito difícil', mas sinalizou abertura para futuras negociações de apoio financeiro.