Falso médico é preso após atender criança com câncer por 10 meses na Baixada Fluminense
Um homem sem formação médica foi preso em flagrante ao atender uma criança de 10 anos com tumor cerebral maligno em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele atuou por 10 meses, cobrando entre R$ 700 e R$ 1 mil por consulta, e usava registros falsos do Conselho Regional de Medicina (CRM). A mãe da criança relatou que a sonda de alimentação da paciente ficou cinco meses sem ser trocada durante o tratamento.
Detalhes da prisão e atuação ilegal
Diogo dos Santos Serpa foi preso em flagrante nesta quinta-feira (6) pela Polícia Civil na 63ª DP (Japeri), em Nova Iguaçu, durante um atendimento domiciliar à criança. Ele não possui formação ou habilitação para exercer a medicina e utilizava carimbos, receituários e registros do CRM de outros profissionais sem autorização. Segundo a investigação, Diogo realizou pelo menos seis atendimentos à criança desde outubro de 2025, prescrevendo medicamentos e solicitando exames.
Relato da mãe e riscos à saúde da criança
A mãe da criança, Cintia Santos Matheus, relatou que a filha foi diagnosticada com um tumor cerebral maligno de alto risco em abril de 2025 e já havia passado por dez cirurgias, sendo sete na cabeça, antes de iniciar o tratamento com o falso médico. Ela descreveu um misto de revolta e alívio após a prisão: 'Eu tô com a alma lavada, não por mim, mas porque eu sabia que durante o atendimento ele falou que estava atendendo umas quatro pessoas de home care'. A suspeita da mãe surgiu após perceber que a sonda de alimentação da criança não era trocada há cinco meses e ao verificar que a foto no registro do CRM não correspondia ao acusado.