Lula nega turbulência eleitoral e critica ingerência dos EUA em coletiva na Alemanha
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (20) que não enfrenta turbulência no cenário eleitoral e está 'tranquilo' para disputar o quarto mandato presidencial. Em coletiva de imprensa na Alemanha, Lula criticou a ingerência dos Estados Unidos em outros países, como Venezuela e Cuba, e defendeu a autodeterminação dos povos. Ele também questionou a falta de respeito à integridade territorial das nações e à Carta da ONU.
Contexto eleitoral e pesquisas
Lula fez as declarações durante agenda oficial na Alemanha, onde participou de eventos relacionados a acordos comerciais e defesa de biocombustíveis brasileiros. A fala ocorre em um momento em que pesquisas indicam um cenário competitivo para as eleições de 2026. Segundo levantamento da Quaest divulgado em 15 de abril, o presidente e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, com 40% e 42% das intenções de voto, respectivamente. Essa é a primeira vez que Flávio ultrapassa Lula numericamente na série histórica da pesquisa.
Críticas à política externa dos EUA
Durante a coletiva, Lula reforçou críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à política externa norte-americana. Ele questionou a legitimidade de intervenções em outros países e defendeu que cada nação deve se organizar conforme sua própria sociedade. 'Eu quero que os Estados Unidos sejam do jeito que querem ser, a Alemanha se organize do jeito que queira se organizar. Quero que o Brasil se organize do jeito que a sociedade brasileira queira se organizar. Ninguém pode se meter na nossa organização', afirmou.