Base de Guantánamo: EUA pagam aluguel irrisório por território cubano com histórico de detenções
A Base Naval da Baía de Guantánamo, em Cuba, continua sob controle dos Estados Unidos, que pagam o equivalente a menos de R$ 1.800 mensais por um território do tamanho de Paris. O aluguel, fixado em um contrato permanente desde 1898, nunca foi descontado por Cuba após a Revolução de 1959. A base se tornou um símbolo de detenções fora dos tribunais convencionais após os ataques de 11 de setembro.
Origem e Continuidade do Aluguel
A presença dos Estados Unidos em Guantánamo remonta a 1898, quando auxiliaram Cuba na independência da Espanha. Como contrapartida, exigiram um acordo que estabeleceu a ilha como um protetorado americano. Embora diversas bases militares tenham sido fechadas, Guantánamo permaneceu, com seu aluguel fixado em milhares de dólares anuais e um contrato de duração permanente. Após a revolução de 1959 e a ascensão de Fidel Castro, Cuba confiscou empresas americanas, mas não conseguiu expulsar os EUA da base. Washington seguiu enviando os pagamentos, que Castro se recusava a descontar, criando um impasse duradouro.
Guantánamo como Símbolo de Detenção e Tensão Política
A base ganhou notoriedade global após os atentados de 11 de setembro de 2001, quando passou a ser utilizada para deter suspeitos de terrorismo sem julgamento e fora do sistema judicial convencional. Essa prática gerou críticas generalizadas, com muitos considerando Guantánamo um símbolo de abuso de poder americano. Para Cuba, a manutenção da base se tornou ainda mais inaceitável. Em 2026, declarações de Donald Trump sugeriram a possibilidade de os EUA "tomarem Cuba", caso fosse eleito, intensificando as tensões políticas sobre o território.