ONU inicia sabatinas para escolha do novo secretário-geral com apoio do Brasil a Michelle Bachelet
As sabatinas para a escolha do novo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) começaram nesta terça-feira (21) em Nova York. Quatro candidatos disputam o cargo, incluindo Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e ex-alta comissária da ONU para Direitos Humanos, que conta com o apoio do Brasil. O país defende a eleição de uma mulher latino-americana para o posto, inédito na história da organização.
Candidatos e apoio brasileiro
Quatro candidatos estão na disputa para suceder António Guterres, atual secretário-geral da ONU, que deixará o cargo ao final de seu segundo mandato. São eles: Michelle Bachelet (ex-presidente do Chile e ex-alta comissária da ONU para Direitos Humanos), Rafael Grossi (diplomata argentino e diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica), Rebeca Grynspan (ex-vice-presidente da Costa Rica) e Macky Sall (ex-presidente do Senegal). O Brasil formalizou apoio à candidatura de Bachelet, destacando sua experiência em processos políticos complexos e compromisso com os valores fundamentais da ONU. O país também defende a eleição de uma mulher latino-americana, algo inédito nos 80 anos da organização, que nunca teve uma secretária-geral.
Processo de escolha e critérios
A ONU nunca teve uma mulher como secretária-geral em seus 80 anos de história. Embora a organização reconheça a pressão crescente por diversidade, não há garantias de que uma mulher será escolhida. O Brasil tentou articular um apoio conjunto da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) para fortalecer a candidatura de Bachelet. As sabatinas em Nova York são o primeiro passo formal do processo de seleção, que envolve negociações entre os Estados-membros e a Assembleia Geral da ONU.