BlackRock vê oportunidade em 'sacudida' do crédito privado e busca dominar mercado de US$ 13,9 trilhões
A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, identifica oportunidades em meio a sinais de instabilidade no mercado de crédito privado. O CEO Larry Fink espera "muito mais dispersão" e gosta do cenário, apesar das preocupações com resgates de investidores.
Otimismo em meio a tensões
Apesar do crescente interesse no crédito privado, a BlackRock não demonstra preocupação. O CEO Larry Fink afirmou em teleconferência de resultados do primeiro trimestre que as manchetes não refletem a realidade que a empresa observa em seus dados e no comportamento dos clientes. Essa declaração surge em um momento de aumento nos pedidos de resgate de fundos de crédito privado voltados para investidores de varejo, como as BDCs não negociadas, que têm receio da exposição a empresas de software na era da IA e da avaliação de empréstimos.
Crescimento estrutural e demanda institucional
Fink destacou que a demanda por crédito privado é "estrutural", impulsionada pela necessidade de capital para atender a demandas de investimento. Ele apontou que os veículos de patrimônio representam apenas 25% do mercado, enquanto a demanda institucional continua a crescer, respondendo por 85% do capital de investidores no setor. A BlackRock registrou US$ 9 bilhões em entradas em mercados privados no primeiro trimestre, incluindo um acordo de "multibilionários" com um cliente segurador.
Desafios em fundos de varejo
Alguns fundos focados em varejo enfrentaram restrições nos resgates. O HPS Corporate Lending Fund da própria BlackRock informou aos investidores que buscavam resgatar 9,3% de suas ações que apenas 5% do valor do fundo seria retornado. Executivos da BlackRock expressaram otimismo quanto ao futuro do crédito privado na empresa, mas alertam que nem todas as empresas que ingressaram nesse mercado terão sucesso.