Estratégia do 'celular do ladrão' ganha força no Brasil para mitigar riscos de roubo
Devido ao aumento da sofisticação dos crimes cibernéticos, muitos brasileiros adotaram a prática de utilizar um 'celular do ladrão' — um aparelho barato e com poucos dados pessoais — para uso em locais de risco, mantendo o dispositivo principal com aplicativos bancários e informações sensíveis em casa. A estratégia visa dificultar o acesso de criminosos a contas bancárias e dados de identidade, especialmente após a implementação de programas como o 'Celular Seguro'.
O que é o celular do ladrão?
É um segundo aparelho, geralmente antigo ou barato, utilizado em situações de maior risco (transporte público, grandes eventos, etc.). Ele deve conter apenas o essencial para locomoção, como mapas e aplicativos de transporte, enquanto o aparelho principal, que contém senhas e documentos, permanece em local seguro.
Por que a estratégia ganhou força?
O foco do crime mudou do valor do hardware para o acesso aos dados. Com o programa 'Celular Seguro' dificultando o acesso imediato a contas bancárias em aparelhos roubados, a prática de usar um dispositivo 'isca' tornou-se uma camada de proteção importante contra a exploração de dados pessoais.
Como configurar o aparelho isca
O aparelho que vai para a rua não deve conter aplicativos de bancos, corretoras ou carteiras digitais. É fundamental usar uma conta secundária (Google ou Apple) para evitar que o acesso ao dispositivo dê acesso ao e-mail principal e backups. Além disso, deve-se desativar o acesso a fotos de documentos e senhas.
Segurança do aparelho principal
O dispositivo que fica em casa deve ter camadas de proteção rigorosas, como biometria, senhas fortes e autenticação em duas etapas (preferencialmente via aplicativos autenticadores em vez de SMS).
Camadas complementares de proteção
A estratégia funciona melhor quando combinada com recursos técnicos: o programa 'Celular Seguro', recursos nativos de proteção contra roubo do Android e iOS, e o registro do IMEI para bloqueio imediato junto às operadoras em caso de perda.