Jovens gastam milhares de dólares para tratar 'tech neck', rugas no pescoço causadas pelo uso excessivo de dispositivos
Pessoas na faixa dos 20 e 30 anos estão investindo centenas de dólares em cremes, gadgets e procedimentos para prevenir ou reverter o 'tech neck', condição associada ao uso prolongado de dispositivos eletrônicos. Dermatologistas e fisioterapeutas reconhecem o problema, que causa linhas horizontais no pescoço e alterações posturais.
O que é 'tech neck' e por que preocupa?
O termo 'tech neck' refere-se a linhas horizontais ou dobras no pescoço, além de alterações posturais como ombros curvados e cabeça projetada para frente. Embora não seja um diagnóstico médico oficial, é amplamente reconhecido por dermatologistas, cirurgiões plásticos e fisioterapeutas. Mulheres entre 20 e 30 anos são as mais afetadas, segundo relatos nas redes sociais, e muitas buscam soluções estéticas ou terapêuticas para o problema. Lindsey Wallace, de 35 anos, diretora de marketing em Los Angeles, relatou que notou as linhas no pescoço aos 30 anos e associou o problema ao uso prolongado do computador, com mais de 10 horas diárias em frente às telas.
Gastos elevados em tratamentos
Algumas pessoas chegam a gastar até US$ 5 mil (aproximadamente R$ 25 mil) em tratamentos para reduzir as linhas finas e melhorar a postura. A cirurgiã plástica Kristy Hamilton, membro da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, descreve o 'tech neck' como uma preocupação tanto estética quanto musculoesquelética. Segundo ela, a inclinação da cabeça para frente durante longos períodos sobrecarrega a musculatura do pescoço e ombros, contribuindo para o surgimento das rugas e alterações posturais.