Buraco sob rodovia RN-233 preocupa moradores no Rio Grande do Norte; DER descarta risco imediato de desabamento
Um buraco aberto sob a RN-233, entre Caraúbas e Apodi (RN), tem gerado preocupação entre moradores devido ao risco de desabamento da pista. O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER-RN) descartou risco imediato, mas anunciou vistoria e reparos na estrutura comprometida. O problema ocorre próximo ao km 35 da rodovia, onde a água do açude Cheio de Etelvino passa sob a pista durante períodos de sangramento.
Estrutura comprometida e histórico do problema
O buraco sob a RN-233 está localizado entre as comunidades São Geraldo e Boágua, na zona rural de Caraúbas. Imagens gravadas por moradores mostram que parte do concreto sob a pista já cedeu, deixando o asfalto sustentado por uma camada de barro em processo de erosão. Segundo relatos, o problema existe há pelo menos três anos, mas se agravou após chuvas intensas nas últimas semanas, que fizeram o açude Cheio de Etelvino sangrar pela primeira vez em 2026, com registro de mais de 80 milímetros de precipitação na região.
Importância da rodovia e preocupações dos moradores
A RN-233 é uma via estratégica para a ligação entre Caraúbas e Apodi, municípios com forte atividade rural e produção voltada para a fruticultura no Oeste do Rio Grande do Norte. O fluxo constante de caminhões e veículos pesados na região aumenta a preocupação dos moradores, que temem um desabamento total do trecho caso novas chuvas ocorram. A erosão sob a pista é atribuída à passagem de água do açude durante períodos de sangramento, o que comprometeu a estrutura do bueiro construído há mais de 30 anos.
Medidas do DER-RN para contenção do problema
Em nota, o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER-RN) informou que uma equipe técnica foi acionada para sinalizar a área e reforçar a estrutura do bueiro. O órgão destacou que a laje do bueiro está preservada e que não há risco imediato de rompimento, mas que os reparos nas alas da estrutura serão realizados para evitar danos maiores. A vistoria inicial foi realizada após denúncias de moradores e registros em vídeo que circularam nas redes sociais.