EUA e Irã negociam prorrogação de cessar-fogo por 60 dias, mas divergências persistem
Negociadores dos Estados Unidos e do Irã chegaram a um pré-acordo para estender o cessar-fogo em vigor por mais 60 dias, dependendo da aprovação do presidente Donald Trump. O memorando inclui a navegação irrestrita pelo Estreito de Ormuz e a renúncia do Irã à cobrança de pedágios, enquanto os EUA discutiriam o levantamento de sanções e a liberação de fundos congelados. No entanto, a agência iraniana Tasnim desmentiu a finalização do acordo, afirmando que o rascunho ainda está em discussão.
Detalhes do pré-acordo e pontos de divergência
Segundo fontes ocidentais, o memorando de entendimento entre EUA e Irã estabeleceria a navegação irrestrita pelo Estreito de Ormuz, com o Irã renunciando à cobrança de pedágios no local. Em contrapartida, os Estados Unidos se comprometeriam a discutir o levantamento das sanções econômicas ao Irã e a liberação de fundos iranianos congelados. As negociações sobre o programa nuclear iraniano seriam realizadas posteriormente, durante a trégua estendida de 60 dias. Contudo, a agência iraniana Tasnim afirmou que o rascunho do acordo ainda não foi finalizado, destacando que as discussões continuam em andamento e que qualquer notificação formal ao público dependerá da conclusão das negociações.
Tensões recentes e incidentes no Estreito de Ormuz
As negociações ocorrem em meio a tensões crescentes na região. Na quarta-feira (28/05), os Estados Unidos realizaram um ataque ao sul do Irã, violando o cessar-fogo em vigor. Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) atacou uma base aérea americana no Kuwait, de onde o ataque teria se originado. Além disso, a Marinha do IRGC interceptou um petroleiro norte-americano que tentava atravessar o Estreito de Ormuz com o sistema de rastreamento desativado, forçando-o a recuar após disparos de advertência. O incidente reforça a importância estratégica do estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo global.