Austrália Autoriza Extradição de Chilena Acusada de Crimes na Ditadura de Pinochet
A justiça australiana rejeitou o último recurso de Adriana Elcira Rivas, 72 anos, impedindo sua extradição para o Chile. Rivas é acusada de participar do sequestro, interrogatório e desaparecimento de sete pessoas durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). Ela era ex-agente do Departamento Nacional de Inteligência (DINA), a polícia secreta do regime.
Detalhes do Caso e Acusações
Adriana Elcira Rivas está detida em Sydney desde fevereiro de 2019. No Chile, ela é acusada de envolvimento no sequestro de Víctor Díaz, ex-subsecretário do Partido Comunista, e de seis opositores do regime, incluindo uma mulher grávida. Rivas integrou a brigada de extermínio Lautaro, da DINA, e foi secretária particular do chefe da polícia secreta, general Manuel Contreras.
Argumentos da Defesa e Decisão Judicial
A defesa de Rivas tentou classificar as acusações como 'crimes contra a humanidade' para invalidar a denúncia, argumentando divergência com a acusação de 'sequestro qualificado' feita pelo Ministério Público australiano. O juiz Michael Lee, do Tribunal Federal de Sydney, considerou o enquadramento do caso como 'sequestro qualificado' correto, baseado nos relatórios dos promotores australianos.