EUA expandem operações militares terrestres na América Latina em parceria com aliados
O governo de Donald Trump iniciou uma nova fase de cooperação militar com Colômbia, Guatemala e Honduras para combater grupos criminosos em terra. A estratégia segue uma campanha de bombardeios a embarcações de narcotráfico iniciada no ano anterior.
Expansão da presença militar e novos acordos
O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou que Colômbia, Guatemala e Honduras concordaram em permitir operações militares conjuntas contra organizações criminosas. A iniciativa busca estender o modelo de combate ao narcotráfico para o território terrestre, após uma campanha de bombardeios que resultou em centenas de mortes em barcos no Caribe e no Pacífico Leste. Hegseth equiparou traficantes de drogas a grupos como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda, classificando-os como alvos legítimos.
Contexto geopolítico e parcerias regionais
A estratégia visa consolidar o que o governo americano define como 'domínio americano sobre o Hemisfério Ocidental'. A Colômbia, sob a liderança de Abelardo de la Espriella, solicitou maior envolvimento militar dos EUA contra grupos como o Exército de Libertação Nacional (ELN). Enquanto a Guatemala mantém colaboração em segurança apesar de diferenças políticas, o presidente Bernardo Arévalo afirmou que operações conjuntas exigiriam aprovação do Congresso. O governo Trump já designou 20 grupos criminosos latino-americanos como 'organizações terroristas estrangeiras' e envolveu a CIA em operações no México.
Críticas e riscos de segurança
Especialistas apontam que a expansão das Forças Armadas dos EUA na região é uma medida assimétrica para projetar poder e impor a agenda de Washington. Críticos alertam para o risco de baixas civis, citando um caso no Equador onde um ataque a um suposto laboratório de drogas destruiu, na verdade, uma fazenda de gado.