Bebês sofrem hemorragias graves após pais recusarem injeção de vitamina K ao nascimento
Casos recentes nos EUA revelam bebês com hemorragias internas e falência de órgãos após pais recusarem a injeção de vitamina K, administrada rotineiramente ao nascimento. Quadros incluem convulsões, parada respiratória e sangramentos graves, com alguns casos resultando em morte ou sequelas neurológicas.
Casos documentados e sintomas
Nos últimos meses, bebês nos Estados Unidos apresentaram quadros graves de hemorragia após pais recusarem a injeção de vitamina K, recomendada pela Academia Americana de Pediatria desde 1961. Os casos incluem: um menino de 7 semanas em Maryland com convulsões súbitas; uma menina de 11 libras no Alabama com paradas respiratórias de 20 segundos; um bebê no Kentucky que vomitou e ficou letárgico; e uma recém-nascida no Texas, com menos de duas semanas, que sangrou ao redor do umbigo. Médicos relataram tentativas de ressuscitação por 30 minutos em um dos casos, além de procedimentos como transfusões de sangue e drenagem intracraniana para aliviar pressão no cérebro.
Riscos da recusa e recomendações médicas
A vitamina K é essencial para a coagulação sanguínea e previne a 'doença hemorrágica do recém-nascido', que pode causar sangramentos espontâneos no cérebro, intestinos ou outros órgãos. A recusa da injeção, embora rara, está associada a um aumento de 81 vezes no risco de hemorragias graves, segundo estudos. A Academia Americana de Pediatria reforça que a administração intramuscular é segura e eficaz, mas alguns pais optam por alternativas orais, menos absorvidas, ou recusam o procedimento por desinformação ou crenças pessoais.