Fuzileiros Navais dos EUA aceleram reabastecimento de aeronaves para combate disperso e movimentação rápida de munições
O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos está reformulando suas operações aéreas para enfrentar ameaças de mísseis de longo alcance e drones, adotando táticas de dispersão e redução do tempo de solo das aeronaves. A estratégia visa minimizar a exposição a ataques durante reabastecimento e rearmamento, priorizando a sobrevivência em cenários de combate distribuído. Técnicos de armamento aéreo triplicaram a capacidade de movimentação de munições em algumas tripulações.
Estratégia de dispersão e redução de tempo no solo
O Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA está implementando uma mudança operacional significativa, afastando-se de bases fixas e grandes para operações dispersas em locais menores e menos previsíveis. Essa adaptação é motivada pela crescente ameaça de mísseis de longo alcance e drones, que aceleram as cadeias de eliminação e aumentam o risco de ataques durante o reabastecimento, rearmamento e manutenção das aeronaves. Segundo o Tenente-General William Swan, vice-comandante de Aviação do Corpo de Fuzileiros, a questão central é garantir a sobrevivência das forças em ambientes hostis, distribuindo recursos de forma eficiente para manter a prontidão e a sustentabilidade.
Operações aéreas em locais austrais e desafios logísticos
Em operações dispersas próximas à linha de combate, equipes de apoio aéreo são posicionadas em locais austrais para realizar a manutenção e o reabastecimento das aeronaves de forma rápida, reduzindo sua exposição ao ciclo de mira do inimigo. Swan destacou a necessidade de ter 'as coisas certas no lugar certo, na hora certa', reconhecendo que o Corpo de Fuzileiros está atrasado nessa transição. A estratégia inclui a movimentação acelerada de munições, com algumas tripulações triplicando a capacidade de transporte de armamentos, conforme relatado por fuzileiros na Califórnia.