Eleições no Peru: 35 Candidatos Disputam Presidência em Meio a Crise Política e Fragmentação de Votos
Peru elege novo presidente neste domingo (12) com número recorde de 35 candidatos, reflexo de um sistema político instável e fragmentado. A pulverização das intenções de voto, com os principais candidatos abaixo de 20%, aponta para um possível segundo turno em junho. Crises de corrupção e impeachment marcaram os governos recentes.
Cenário Político Fragmentado e Recorde de Candidatos
O eleitorado peruano se dirige às urnas para escolher seu próximo presidente em uma eleição com um número sem precedentes de 35 candidatos, evidenciando a profunda fragmentação e o enfraquecimento do sistema partidário. A dispersão das intenções de voto é notável, com os principais candidatos incapazes de superar a marca de 20% de apoio, indicando a ausência de uma liderança clara e a possibilidade de um segundo turno em junho. Este cenário é resultado de uma instabilidade política que tem marcado o país nos últimos anos.
Histórico de Instabilidade e Crises de Corrupção
O Peru opera sob um sistema político híbrido, que pode gerar instabilidade quando o presidente não detém maioria parlamentar. Períodos de tranquilidade ocorreram quando presidentes como Alejandro Toledo, Ollanta Humala e Alan García contaram com apoio legislativo. No entanto, a partir de 2015-2016, escândalos de corrupção ligados ao caso Odebrecht afetaram grandes partidos, levando ex-presidentes a enfrentar acusações. Toledo fugiu para os EUA, foi extraditado e está preso; Humala está preso; e Alan García cometeu suicídio ao ser detido. Pedro Pablo Kuczynzky, eleito em 2016 sem maioria parlamentar, foi destituído em 2018 em um escândalo que também envolveu o partido Fujimori. Seu sucessor também foi destituído. Pedro Castillo, eleito em 2021 com um partido minoritário, tentou um autogolpe em 2022, sendo destituído e preso.
Principais Candidatos da Direita
Entre os principais candidatos, todos de direita, destacam-se Keiko Fujimori, com 15% das intenções de voto em sua quarta tentativa de chegar ao poder, demonstrando fidelidade de sua base eleitoral e a dificuldade do fujimorismo em apresentar novas alternativas. Carlos Álvarez, humorista e roteirista, surge com 8%, definindo-se como 'de direita, de esquerda e de centro' e propondo medidas extremas como a pena de morte. Rafael López Aliaga, ex-prefeito de Lima e representante da direita ultraconservadora, aparece com 7%, sendo um católico fervoroso.