Pesquisador decifra alfabeto de 4 mil anos no Irã e reacende debate sobre origem da escrita
Um pesquisador francês decifrou um alfabeto de 4 mil anos encontrado no Irã, conhecido como sistema linear elamita, reabrindo debates sobre a origem da escrita. A descoberta, baseada em artefatos descobertos em 1903, revela que o sistema utilizava símbolos silábicos e não ideográficos, desafiando teorias anteriores sobre a evolução linguística.
Impacto na arqueologia e origem da escrita
A decifração do sistema linear elamita, localizado na região de Susa, no Irã, representa um marco na arqueologia moderna. O feito, que demandou décadas de estudo comparativo entre artefatos de prata e inscrições em pedra, foi concluído em 2022 e anunciado à comunidade científica internacional. Segundo a Smithsonian Magazine, a descoberta reescreve parte do que se sabia sobre as raízes civilizacionais, especialmente sobre as civilizações que habitavam o território iraniano quase 2 mil anos antes de Cristo. O sistema, até então considerado apenas decorativo, revelou-se um alfabeto funcional com símbolos que representam sílabas ou sons específicos, diferenciando-se de sistemas puramente ideográficos.
Cronologia da descoberta e decifração
A jornada para decifrar o sistema linear elamita começou em 1903, quando arqueólogos descobriram os primeiros vasos e inscrições enigmáticas na região de Susa. Em 2017, o acervo de estudo foi expandido com novos artefatos prateados da coleção Mahboubian, o que acelerou o processo. Finalmente, em 2022, a decifração foi concluída, confirmando que os símbolos, antes tratados como decorações abstratas, formavam um sistema linguístico complexo e funcional.