Coalizão EUA-Israel Expande Ações de 'Escolaricídio' no Oriente Médio
A coalizão liderada pelos EUA e Israel intensificou atos de "escolaricídio" no Oriente Médio, com o assassinato de 175 meninas em idade escolar, educadores e pais em Minab, Irã. Este termo, definido pela ONU como a 'obliteração sistêmica da educação', envolve a prisão, detenção ou morte de professores, estudantes e funcionários, além da destruição de infraestrutura educacional. A ofensiva já destruiu quase 400 escolas em Gaza, incluindo todas as suas universidades, e resultou na morte de centenas de professores, jornalistas e intelectuais.
Definição e Alcance do Escolaricídio
O escoalricídio, conforme definido pela ONU, refere-se à 'obliteração sistêmica da educação através da prisão, detenção ou assassinato de professores, estudantes e funcionários, e a destruição de infraestruturas educacionais'. Essa prática é vista como um elemento crucial na desintegração de sociedades, revelando uma 'intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso'. A coalizão EUA-Israel tem direcionado essas ações contra iranianos, palestinos e libaneses, impedindo-os de educar seus jovens, criar conhecimento, realizar pesquisas e manter o intercâmbio de aprendizado.
Impacto em Gaza e Expansão Regional
Até o início de 2024, em poucos meses de conflito em Gaza, as ações da coalizão EUA-Israel resultaram na destruição de aproximadamente 400 escolas na Faixa de Gaza, incluindo todas as suas 12 universidades. Este ataque também incluiu o assassinato direcionado de centenas de professores, jornalistas e intelectuais. Esse padrão de comportamento tem sido replicado em toda a região. A preocupação com a perda de aprendizado nos EUA, devido ao fechamento de escolas em 2020 para conter a pandemia de COVID-19, contrasta com a aparente falta de preocupação com a perda de aprendizado infligida a milhões de crianças na Palestina, Líbano e Irã, além de décadas de interrupção educacional no Iraque e Afeganistão.