Canal do Panamá se consolida como rota alternativa ao Estreito de Ormuz e registra aumento recorde de tráfego e receitas em 2026
O Canal do Panamá registrou crescimento de até 20% no tráfego marítimo e aumento de 10% a 15% nas receitas desde o início do conflito no Irã, em fevereiro de 2026. Com o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, a hidrovia panamenha se tornou a principal alternativa para o transporte de petróleo e gás, elevando tarifas e demandas por leilões de vagas prioritárias.
Aumento de tráfego e receitas
Desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro de 2026, o Canal do Panamá emergiu como a principal rota alternativa ao Estreito de Ormuz, tradicional passagem para o transporte de combustíveis. Segundo a Autoridade do Canal do Panamá, o tráfego de navios aumentou cerca de 11%, com picos de até 20% em dias de maior demanda. As receitas também cresceram entre 10% e 15%, impulsionadas por tarifas mais altas e um sistema de leilão de vagas que prioriza embarcações com maior urgência. Um navio de transporte de gás chegou a pagar US$ 4 milhões para atravessar a hidrovia, valor considerado excepcional, mas que reflete a alta demanda.
Mecanismos de adaptação e impacto econômico
O sistema de leilões implementado pelo Canal do Panamá permite que empresas sem reservas antecipadas garantam passagem mais rápida, pagando valores proporcionais à urgência. Víctor Vial, diretor financeiro da Autoridade do Canal, destacou que o aumento de receitas está diretamente ligado à instabilidade no Estreito de Ormuz. Eduardo Lugo, presidente da Maritime & Logistics Consulting Group, reforçou que a insegurança na região forçou o desvio de rotas, consolidando o canal como uma opção estratégica para o comércio global de energia.