Multidão protesta em Buenos Aires contra reforma trabalhista de Milei no Dia do Trabalhador
A Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical da Argentina, liderou uma manifestação em Buenos Aires contra as políticas econômicas e trabalhistas do governo de Javier Milei. A marcha, realizada em 30 de abril, exigiu a retomada de um programa social que beneficiava 900 mil trabalhadores e criticou a reforma trabalhista por degradar condições de trabalho e priorizar setores econômicos concentrados.
Reivindicações e críticas ao governo
Os manifestantes exigiram a retomada do pagamento de 78 mil pesos de um programa social extinto pelo governo Milei, que impactou diretamente 900 mil trabalhadores. O secretário-geral da CGT, Cristian Jerónimo, afirmou que os trabalhadores estão sendo pressionados a aceitar "condições indignas" sem rede de proteção. Pablo Moyano, líder do Sindicato dos Caminhoneiros, destacou o aumento da inflação, do desemprego e o fechamento de empresas como consequências das políticas econômicas do governo, classificando-as como um "desastre". Moyano também criticou governadores peronistas que apoiaram as medidas de Milei, chamando-os de "traidores" e responsabilizando-os por prejudicar os trabalhadores.
Planos de continuidade da mobilização
Pablo Moyano enfatizou que a marcha não deveria ser apenas comemorativa, mas o início de um "plano de ação" contínuo. Ele defendeu que a única saída para os trabalhadores é "ir às ruas" e pressionar por mudanças. A manifestação ocorreu na véspera do Dia do Trabalhador, com o lema "O trabalho é com direitos ou é escravidão", refletindo a insatisfação com a reforma trabalhista e suas implicações para os direitos dos trabalhadores argentinos.