Massive Attack critica Palantir em show ao vivo e usa reconhecimento facial para alertar sobre vigilância em massa
A banda britânica Massive Attack incorporou críticas à empresa de análise de dados Palantir em seu novo show ao vivo, utilizando software de reconhecimento facial para satirizar práticas de vigilância. A performance inclui descrições irônicas sobre o público e questiona o papel da empresa em infraestruturas sociais, especialmente após sua expansão para registros médicos no Reino Unido.
Crítica à Palantir e uso de tecnologia no show
Durante sua nova turnê, a banda Massive Attack direcionou críticas à empresa americana de software e análise de dados Palantir, fundada há 20 anos por Peter Thiel e com financiamento da CIA. A banda descreveu os objetivos da empresa como 'terríveis', destacando seu envolvimento com clientes como os governos dos EUA e Israel, além de agências como ICE, FBI e o sistema de saúde britânico (NHS). No show, realizado inicialmente em Helsinque, o grupo utilizou um software personalizado de reconhecimento facial para escanear o público de até 75 mil pessoas, exibindo descrições satíricas como '11 semanas sem folga, burnout' e 'livros inacabados'.
Debate sobre vigilância e infraestrutura social
Robert Del Naja, membro da banda, explicou à Novara Media que o objetivo da performance é alertar sobre a expansão da Palantir, que passou de fornecedora de tecnologia para operações militares em Gaza para acessar registros médicos de cidadãos britânicos. 'Precisamos de um debate muito mais amplo sobre a adequação de uma empresa como essa ter tanto controle sobre nossa infraestrutura social', afirmou. O show, desenvolvido em colaboração com o cineasta Adam Curtis e o coletivo de arte United Visual Artists, inclui elementos visuais que simulam interfaces de monitoramento da Palantir, sugerindo consequências para indivíduos 'alvo'.