Fifa anula cartão vermelho de Balogun após interferência de Trump e provoca onda de críticas
A Fifa anulou o cartão vermelho do atacante americano Folarin Balogun após pedido de revisão feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A decisão gerou acusações de corrupção e manipulação nas redes sociais, com torcedores invadindo o perfil do jogador no Instagram. O árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela expulsão, foi chamado de 'suspeito' por Trump.
Interferência política e reações nas redes sociais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou ter solicitado à Fifa a revisão do cartão vermelho aplicado a Balogun durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina, em 1º de julho. Trump afirmou que 'não disse à Fifa o que fazer', mas considerou a expulsão injusta. 'Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. O comitê tomou a decisão certa', declarou. O árbitro brasileiro Raphael Claus foi alvo de críticas do presidente, que o chamou de 'um pouco suspeito' e questionou a marcação. A decisão da Fifa gerou uma onda de comentários negativos no Instagram de Balogun, com usuários acusando a federação de corrupção e manipulação. Expressões como 'escândalo' e 'proibir os EUA por interferência política' foram registradas entre os mais de 10 mil comentários.
Posicionamento da Fifa e autonomia do Comitê Disciplinar
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu ter recebido um telefonema de Trump, mas garantiu que não influenciou a decisão do Comitê Disciplinar. 'Os órgãos judiciais da Fifa são independentes, eles atuam de forma autônoma. (...) Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da Fifa quando são emitidas. Às vezes fico surpreso com elas. Às vezes concordo, e às vezes discordo. O que sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam', afirmou em comunicado. O Código Disciplinar da Fifa prevê que as decisões do comitê são soberanas, mas a interferência política levantou questionamentos sobre a imparcialidade do processo.