Mulheres divorciadas mais velhas encontram refúgio em vilarejos de casas minúsculas na Europa e EUA
Vilarejos de casas minúsculas na Europa e nos Estados Unidos têm atraído um número crescente de mulheres divorciadas mais velhas, que enfrentam dificuldades financeiras e de moradia após o término do casamento. Especialistas apontam que esse grupo está 'tremendamente super-representado' nesses locais devido à falta de opções acessíveis no mercado imobiliário tradicional.
Dificuldades financeiras e de moradia após o divórcio
Margot Hollander, de 64 anos, enfrentou um desafio comum entre mulheres divorciadas mais velhas: encontrar um lugar para morar após o fim do casamento. Após vender a casa conjugal, ela recebeu cerca de 145 mil euros (aproximadamente R$ 930 mil), valor insuficiente para adquirir uma nova residência em Eindhoven, na Holanda. Sem renda fixa e com dificuldades para competir no mercado de aluguel privado, Hollander encontrou uma solução em Minitopia, um vilarejo de casas minúsculas na mesma cidade. Ela comprou uma casa pré-construída por cerca de 143 mil euros, pagando à vista.
Vilarejos de casas minúsculas como alternativa viável
Vilarejos como Minitopia têm se tornado uma alternativa para mulheres divorciadas que não conseguem acessar moradias tradicionais. Nos Estados Unidos, um desses vilarejos relatou que cerca de um terço de seus residentes são mulheres mais velhas divorciadas. Especialistas destacam que esse grupo é 'tremendamente super-representado' nesses locais devido à combinação de fatores como disparidade salarial de gênero, menor acumulação de patrimônio ao longo da vida e dificuldades financeiras pós-divórcio. A fundação Minitopia, por exemplo, trabalha com governos locais para transformar terrenos abandonados em comunidades de moradias acessíveis.