Força Aérea dos EUA estende vida útil do A-10 Warthog até 2030 após desempenho em combate no Irã
O secretário da Força Aérea dos EUA, Troy Meink, anunciou a extensão da vida útil do A-10 Warthog até pelo menos 2030. A decisão ocorre após o avião ser amplamente utilizado em operações contra o Irã, adiando sua aposentadoria planejada para preservar capacidade de combate enquanto a indústria de defesa aumenta a produção de aeronaves.
Decisão e contexto
A Força Aérea dos Estados Unidos decidiu estender a vida útil do A-10 Thunderbolt II, conhecido como 'Warthog', até pelo menos 2030. O anúncio foi feito pelo secretário da Força Aérea, Troy Meink, em uma publicação nas redes sociais na segunda-feira (21). Meink afirmou que a medida 'preserva o poder de combate enquanto a Base Industrial de Defesa trabalha para aumentar a produção de aeronaves de combate'. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, respondeu com a frase: 'Long live the Warthog' (Vida longa ao Warthog).
Histórico e tentativas de aposentadoria
O A-10 Warthog, introduzido na década de 1970, foi projetado para operações antitanque, apoio aéreo aproximado e missões de busca e resgate em combate. Apesar de sua eficácia comprovada, a Força Aérea tentou aposentá-lo em várias ocasiões, argumentando que a aeronave, de voo lento, não sobreviveria em campos de batalha futuros contra defesas aéreas avançadas. A substituição pelo F-35A Lightning II foi considerada, mas avaliações anteriores levantaram dúvidas sobre a capacidade do F-35 de igualar o desempenho do A-10 em missões de apoio aéreo aproximado.
Intervenção do Congresso e uso em combate
O Congresso dos EUA interveio repetidamente para adiar a aposentadoria do A-10, inicialmente prevista para 2026 e depois remarcada para 2029. Com a nova decisão, a frota continuará em operação, embora não esteja claro quantas das aproximadamente 160 aeronaves em serviço hoje permanecerão ativas até 2030. O A-10 foi amplamente utilizado em combate no Oriente Médio este ano, especialmente em operações contra o Irã.