Dissidentes das Farc e facções brasileiras se unem para controlar crimes na Amazônia, afirma coronel colombiano
Grupos dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estabeleceram alianças com facções criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), para dominar atividades ilegais na região amazônica. A parceria visa o controle do narcotráfico, garimpo ilegal e exploração predatória de recursos naturais, segundo declarações do coronel colombiano Rodriguez Contreras Carlos durante a Operação Ágata.
Aliança criminosa transnacional
As Forças Armadas da Colômbia confirmaram a colaboração entre dissidentes das Farc e facções brasileiras, como o Comando Vermelho e o PCC, na região de fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. O coronel Rodriguez Contreras Carlos, em entrevista ao g1, destacou que a aliança envolve estruturas como os 'Comandos de Fronteira' e a frente 'Carolina Ramírez', compostas por ex-guerrilheiros que não aderiram ao acordo de paz de 2016. Esses grupos atuam em conjunto para explorar crimes ambientais e o tráfico de drogas, acelerando a devastação da floresta amazônica.
Atividades ilegais e impacto ambiental
Segundo o coronel colombiano, a parceria entre as organizações criminosas tem como principais atividades o narcotráfico, o garimpo ilegal e a extração predatória de madeira. Essas ações não apenas financiam os grupos armados, mas também intensificam a degradação ambiental na região. A Operação Ágata, realizada desde abril, busca combater essas redes transnacionais por meio do compartilhamento de tecnologia e esforços conjuntos entre Brasil, Colômbia e Peru.