Romeu Zema associa presença feminina na política a menor corrupção e cita caso Master sem mulheres envolvidas
Pré-candidato à Presidência pela terceira vez, Romeu Zema (Novo) afirmou em evento com mulheres do mercado financeiro que a maior participação feminina na política ajudaria a combater a corrupção. Ele citou o caso Banco Master, no qual não se recorda de mulheres envolvidas, e destacou que a população carcerária é composta majoritariamente por homens. Zema também reafirmou declaração polêmica sobre mulheres não precisarem estudar ou trabalhar por terem 'outras atribuições em casa'.
Contexto das declarações
As afirmações de Zema ocorreram durante o evento Women Invest, em São Paulo, voltado para mulheres do mercado financeiro. Ele defendeu que a participação feminina na política poderia reduzir casos de corrupção, mencionando o escândalo do Banco Master, investigado pela Operação Compliance Zero da Polícia Federal. Segundo Zema, não há registros de mulheres envolvidas no caso, que inclui nomes como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e políticos como Ciro Nogueira e Jaques Wagner.
Polêmica sobre mulheres e trabalho
Zema reafirmou declarações anteriores feitas em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde afirmou que mulheres 'têm outras atribuições em casa, têm filhos' e, por isso, não precisariam estudar ou trabalhar. A fala gerou críticas por reforçar estereótipos de gênero. Ele havia sugerido que homens beneficiários do Bolsa Família deveriam ser cobrados para buscar qualificação e emprego formal, enquanto mulheres teriam regras diferentes.
Audiências sobre tarifaço dos EUA
As declarações de Zema ocorrem no mesmo dia em que começa a segunda rodada de audiências públicas nos EUA para discutir a proposta de tarifa de 25% sobre 4,1 mil produtos brasileiros. O governo brasileiro e setores da indústria correm contra o prazo para evitar a medida, que pode entrar em vigor em 15 de julho de 2026.