Pesquisa do Banco Mundial revela que população LGBTQIA+ enfrenta maior desemprego, informalidade e exclusão no mercado de trabalho brasileiro
Estudo do Banco Mundial aponta que pessoas LGBTQIA+ no Brasil têm taxa de desemprego de 15,2%, quase o dobro da média nacional (7,7%), além de maior informalidade (46%) e inatividade (37,4%). A exclusão no mercado de trabalho gera perda anual de R$ 94,4 bilhões, equivalente a 0,8% do PIB. Preconceito e falta de segurança psicológica são barreiras para 70% dos profissionais na busca por emprego.
Dados alarmantes da exclusão no mercado de trabalho
De acordo com pesquisa do Banco Mundial, a população LGBTQIA+ no Brasil enfrenta índices significativamente piores no mercado de trabalho em comparação com a média nacional. A taxa de desemprego entre LGBTQIA+ é de 15,2%, enquanto a média geral é de 7,7%. A inatividade atinge 37,4% desse grupo, contra 33,4% da população em geral. Além disso, 46% dos trabalhadores LGBTQIA+ estão na informalidade, em contraste com 40% da média nacional. Os dados foram coletados em entrevistas com 11.231 pessoas em todas as regiões do país ao longo de três meses.
Impacto econômico da exclusão
A exclusão da população LGBTQIA+ do mercado de trabalho formal resulta em uma perda econômica anual de R$ 94,4 bilhões para o Brasil, valor que representa 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Ricardo Sales, presidente do Instituto Mais Diversidade, destaca que o preconceito não afeta apenas os indivíduos, mas toda a sociedade, configurando-se como uma questão de desenvolvimento econômico. "Quando o preconceito ganha, toda a sociedade perde", afirmou Sales.
Barreiras e desafios na busca por emprego
O estudo revela que sete em cada dez profissionais LGBTQIA+ deixam de se candidatar a vagas ou consideram desistir de oportunidades de trabalho devido à preocupação com a cultura da empresa e a falta de segurança psicológica. A administradora Isabela (nome fictício) relatou que, frequentemente, avança nas etapas de processos seletivos, mas é desclassificada na entrevista presencial, momento em que os recrutadores percebem sua identidade de gênero ou orientação sexual.