Unicamp inicia testes em humanos de tratamento experimental contra câncer de pele com composto de prata
Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um novo tratamento experimental contra o câncer de pele, que combina um composto de prata com um anti-inflamatório aplicado em membrana de celulose bacteriana diretamente na lesão. A tecnologia já passou por testes em laboratório e em animais, demonstrando capacidade de inibir o crescimento tumoral sem afetar células saudáveis, e iniciou testes clínicos em humanos em 2026.
Composto Inovador e Aplicação Direta na Lesão
O tratamento experimental contra o câncer de pele desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) utiliza um composto inovador que combina um complexo de prata com um anti-inflamatório. A aplicação é feita de forma direta sobre a lesão, utilizando um adesivo e uma membrana de celulose bacteriana. Esta abordagem busca oferecer uma alternativa menos invasiva e potencialmente mais acessível aos tratamentos tradicionais, como cirurgia e quimioterapia. A tecnologia já demonstrou, em testes de laboratório e em animais, a capacidade de inibir o crescimento tumoral sem afetar as células saudáveis.
Testes Clínicos em Humanos e Cenário do Câncer de Pele no Brasil
A nova terapia iniciou a fase de testes clínicos em humanos em 2026, com o objetivo de avaliar sua segurança e eficácia. No Brasil, o câncer de pele não melanoma é o tipo mais incidente, com mais de 260 mil novos casos estimados para 2026. Sua principal causa é a exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV) do sol, afetando principalmente pessoas com mais de 40 anos e de pele clara. Apesar dos altos índices, a doença apresenta baixos índices de mortalidade.