Polícia Civil investiga morte de servidor baleado pela PM em Cuiabá após denúncia de cárcere privado
Delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação, revelou que testemunhas afirmaram que Valdivino Almeida Fidelis, de 58 anos, não apontou arma para a cabeça da enteada durante ação policial. A Polícia Militar alega que o servidor teria apontado a arma para os policiais, mas depoimentos indicam que a arma estava guardada na cintura.
Contexto da ocorrência
O caso ocorreu na segunda-feira (11), no bairro Goiabeiras, em Cuiabá, após uma denúncia de que uma jovem estaria sendo mantida em cárcere privado. A Polícia Militar foi acionada e, durante a abordagem, Valdivino Almeida Fidelis, servidor do Liceu Cuiabano, foi baleado e morto. A PM informou inicialmente que Valdivino apontou uma arma para a cabeça da enteada, justificando a ação policial.
Depoimentos e contradições
Segundo o delegado Bruno Abreu, testemunhas declararam que Valdivino abriu a porta da casa segurando um celular em uma das mãos e a chave na outra, enquanto liberava a saída da jovem. A arma, conforme os depoimentos, estava guardada na cintura, por dentro da camisa, e não foi apontada para a enteada. O delegado também afirmou que Valdivino não teria sido avisado da presença da polícia antes do confronto.
Investigação em andamento
A Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investiga possíveis alterações na cena do crime e ouvirá os policiais militares envolvidos na ocorrência. O caso gerou questionamentos sobre a atuação policial e a dinâmica dos fatos, com a Polícia Civil buscando esclarecer as contradições entre os relatos das testemunhas e a versão inicial da PM.