Governo federal eleva bloqueio de despesas no Orçamento 2026 para R$ 24 bilhões após aumento de gastos obrigatórios
O governo federal anunciou um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026, elevando o total para quase R$ 24 bilhões. O ajuste ocorre devido ao crescimento de despesas obrigatórias, como benefícios previdenciários e o BPC, que exigiram R$ 11,5 bilhões e R$ 14 bilhões a mais do que o previsto, respectivamente. A medida visa cumprir a regra do teto de gastos, compensando o aumento com cortes em investimentos.
Aumento de despesas obrigatórias
O governo federal revisou as projeções de gastos para 2026, destacando um aumento significativo nas despesas obrigatórias. O Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a aposentados e pessoas com deficiência de baixa renda, exigirá R$ 14 bilhões a mais do que o estimado inicialmente. Já os benefícios previdenciários demandarão um acréscimo de R$ 11,5 bilhões. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, esses valores, embora marginais em relação ao total de R$ 1 trilhão da Previdência, impactam diretamente o Orçamento.
Bloqueio de despesas e ajustes fiscais
Para manter o cumprimento da regra do teto de gastos, o governo anunciou um novo bloqueio de R$ 22,1 bilhões, somando-se aos R$ 1,9 bilhão já bloqueados em março. O total de R$ 24 bilhões em cortes visa compensar o aumento das despesas obrigatórias, priorizando áreas como investimentos. A medida reflete a necessidade de ajustes fiscais diante do crescimento inesperado dos gastos com benefícios sociais e previdenciários.