Morte de idosa na Venezuela após buscar notícias do filho detido desencadeia onda de protestos
A morte de Carmen Teresa Navas, de 82 anos, após descobrir que seu filho Víctor Hugo Quero Navas havia morrido sob custódia do governo venezuelano, provocou uma onda de protestos em Caracas. Grupos de direitos humanos denunciam a existência de centenas de presos políticos no país, enquanto o governo nega as acusações e afirma que a morte do detento ocorreu por causas naturais.
Detalhes do caso e reações
Carmen Teresa Navas passou mais de um ano buscando informações sobre o paradeiro de seu filho, Víctor Hugo Quero Navas, detido desde janeiro de 2025. Em fevereiro de 2026, ela declarou em entrevista: 'Agora estou aqui, exigindo prova de vida, para saber se ele está realmente vivo ou morto. É muito difícil para mim, ele não tem ninguém para trazer recados. Por favor, eu já tenho 82 anos… é como se eles quisessem me matar'. As autoridades venezuelanas só confirmaram a morte de Víctor em maio de 2026, informando que ele havia sido sepultado em julho de 2025. Carmen faleceu poucos dias após receber a notícia. Ativistas, como Anaisa Valderrama, afirmaram que 'o amor de uma mãe a levou a encontrá-lo, não como ela queria', e que Carmen 'se entregou ao filho, ao que mais amava na vida'.
Posicionamento do governo e denúncias de direitos humanos
O governo da Venezuela alega que Víctor Hugo Quero Navas morreu devido a uma insuficiência respiratória e nega a existência de presos políticos no país. No entanto, organizações de direitos humanos contestam essa versão e afirmam que centenas de pessoas permanecem detidas por motivos políticos na Venezuela. A morte de Carmen e Víctor gerou indignação e protestos em Caracas, com manifestantes exigindo justiça e transparência.