Condenado por sequestro na maior chacina do DF é solto após cumprir pena maior que a fixada
Carlos Henrique Alves da Silva, único dos cinco acusados da maior chacina do Distrito Federal a não ser condenado por homicídio, foi libertado nesta segunda-feira (20). Ele cumpriu pena superior à estabelecida judicialmente, tendo sido sentenciado a apenas 2 anos de prisão pelo crime de sequestro.
Detalhes do caso e julgamento
Carlos Henrique Alves da Silva foi condenado exclusivamente pelo sequestro de Thiago Belchior, vítima posteriormente assassinada, conforme denúncia do Ministério Público. Durante o julgamento, ele foi absolvido da acusação de homicídio qualificado. Preso desde janeiro de 2023, Carlos Henrique já havia cumprido tempo superior à pena de 2 anos estabelecida, levando o juiz a determinar a revogação da prisão preventiva. Segundo a denúncia, Carlos Henrique respondia inicialmente por dois crimes: sequestro e homicídio qualificado. No entanto, o júri o absolveu da acusação de homicídio. Em seu interrogatório, ele negou participação nas mortes e afirmou que sua atuação se restringiu a um roubo, com o objetivo de acessar aplicativos bancários da vítima. O julgamento da maior chacina do DF teve início em 14 de abril, com depoimentos de testemunhas, incluindo o delegado Achilles Benedito de Oliveira Júnior. No segundo dia, foram ouvidas 12 testemunhas, com destaque para o delegado Ricardo Viana, que chefiou as investigações e depôs por cerca de sete horas e meia. Os interrogatórios dos réus começaram no terceiro dia, com depoimentos de Gideon Batista de Menezes e Fabrício Silva Canhedo. Horácio Carlos Ferreira Barbosa optou por não responder às perguntas.