ONU alerta para retorno do El Niño com risco de eventos climáticos extremos em 2026
A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU, emitiu comunicado nesta terça-feira (2) alertando para a alta probabilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño entre junho e agosto de 2026. Modelos climáticos indicam que o evento será, no mínimo, moderado e pode atingir níveis fortes, exacerbando secas, chuvas intensas e ondas de calor globais. A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, destacou a necessidade de preparação para impactos severos e ações climáticas urgentes.
O que é o El Niño e seus impactos previstos
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial central e oriental. Ele integra o ciclo Oscilação Sul do El Niño (ENSO), que alterna entre as fases El Niño, La Niña e neutralidade. Segundo a OMM, há 80% de probabilidade de desenvolvimento do fenômeno entre junho e agosto de 2026, com potencial para intensidade moderada a forte. Os impactos incluem secas mais severas, chuvas intensas e ondas de calor tanto em terra quanto nos oceanos, afetando regiões globalmente. A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, enfatizou que os efeitos serão mais severos e rápidos, exigindo ações climáticas imediatas, como a redução da dependência de combustíveis fósseis e a implementação de sistemas de alerta precoce.
Preparação e ações recomendadas pela ONU
A OMM reforçou a urgência de preparação para os impactos do El Niño, destacando que eventos extremos como secas, inundações e ondas de calor serão mais intensos e velozes. A agência da ONU recomendou a aceleração da transição para energias renováveis, a proteção de populações vulneráveis e a implementação de sistemas de alerta precoce em escala global. Celeste Saulo alertou que a única resposta eficaz à crise climática é uma ação coordenada e à altura dos desafios, incluindo o fim da dependência de combustíveis fósseis. O comunicado também ressaltou que os efeitos do El Niño cruzarão fronteiras, exigindo cooperação internacional para mitigar danos.