Cuba cobra fim urgente do bloqueio energético em reunião com delegação dos EUA em Havana
O governo de Cuba confirmou uma reunião 'respeitosa e profissional' com uma delegação dos Estados Unidos em Havana, na qual exigiu a suspensão imediata do cerco energético imposto ao país. A prioridade cubana foi destacada pelo vice-diretor-geral do Ministério das Relações Exteriores, Alejandro García del Toro, que classificou o bloqueio como uma 'chantagem global' contra Estados soberanos. Nenhuma das partes estabeleceu prazos ou fez ameaças durante o encontro.
Contexto e prioridades da reunião
A reunião entre Cuba e os Estados Unidos ocorreu em Havana e foi descrita como 'respeitosa e profissional' pelo vice-diretor-geral do Ministério das Relações Exteriores cubano, Alejandro García del Toro. A delegação norte-americana foi composta por secretários assistentes do Departamento de Estado, enquanto Cuba esteve representada por vice-ministros das Relações Exteriores. García del Toro enfatizou que a principal demanda cubana foi a eliminação do cerco energético, considerado uma 'punição injustificada' para a população e uma violação das regras de livre comércio.
Bloqueio energético e tensões bilaterais
O bloqueio energético imposto pelos EUA foi classificado por García del Toro como um 'ato de coerção econômica' que afeta não apenas Cuba, mas também países terceiros com direito a exportar combustível para a ilha. Em 29 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que intensificou as sanções contra Cuba, declarando o país uma 'ameaça incomum e extraordinária' à segurança nacional dos EUA. A medida foi criticada por Havana como uma tentativa de isolar economicamente a ilha.