Putin encerra visita à China sem acordo para novo gasoduto entre Rússia e China
O presidente russo Vladimir Putin concluiu visita à China sem garantir acordo para a construção de um novo gasoduto entre os dois países. Apesar de assinar cerca de 20 acordos de cooperação e prometer outros 20, a ausência de um compromisso concreto para o gasoduto do Ártico à China foi o principal fracasso da viagem. Putin e Xi Jinping reforçaram aliança estratégica e divulgaram manifesto conjunto criticando os EUA.
Objetivos e resultados da visita
Vladimir Putin visitou a China com o objetivo de reforçar a parceria estratégica entre os dois países, especialmente em um contexto de tensões crescentes com os Estados Unidos. Durante a visita, foram assinados pelo menos 20 acordos de cooperação, com promessas de mais 20 no futuro. No entanto, o principal ponto de interesse para Putin — a construção de um novo gasoduto ligando o Ártico russo à China — não foi concretizado. A Rússia, apesar de ser militarmente relevante, reconhece sua posição de menor importância econômica em comparação à China.
Manifesto conjunto e críticas aos EUA
Putin e Xi Jinping divulgaram um manifesto de 47 páginas, assinado por ambos, que reforça a posição da China como superpotência e critica a postura dos Estados Unidos. O documento, descrito como uma carta aberta a Donald Trump, enfatiza que a China e a Rússia buscam uma ordem mundial multipolar, baseada no respeito mútuo e na igualdade. Xi Jinping destacou que a parceria entre os dois países é uma 'escolha estratégica' e que os EUA devem aceitar a nova realidade geopolítica ou enfrentar consequências negativas para ambos os lados.
Recepção e simbolismo
Putin foi recebido com honras semelhantes às concedidas a Donald Trump, incluindo uma cerimônia no Grande Salão do Povo, em Pequim. Apesar do tratamento protocolar, o discurso de Xi Jinping deixou claro que a relação entre os dois países é baseada em 'igualdade, respeito mútuo e ganhos para ambos os lados'. A visita, que ocorreu apenas quatro dias após a de Trump à China, teve como pano de fundo a demonstração de unidade entre Rússia e China diante dos desafios impostos pelos EUA.