Trump ameaça atacar Omã em meio a tensões no Estreito de Ormuz e negociações com Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar Omã, um país aliado dos EUA no Oriente Médio, caso o governo local negocie um acordo com o Irã para controlar o Estreito de Ormuz. A escalada militar ocorre em um contexto de intensos ataques entre Israel e grupos apoiados pelo Irã, como o Hezbollah no Líbano e o Hamas em Gaza. Negociações para reabrir o Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de petróleo, estão em andamento, mas Trump rejeita qualquer controle externo sobre a passagem.
Escalada militar no Oriente Médio
O sul do Líbano enfrentou um dia de forte tensão militar, com Israel realizando ataques a posições do Hezbollah, grupo extremista aliado do Irã. O governo libanês relatou 31 mortes e mais de 40 feridos. Israel também ordenou a evacuação de moradores de Tiro, uma das principais cidades do sul do Líbano, e registrou explosões perto da represa de Qaraoun, a maior reserva de água do país. Em Gaza, o Exército israelense anunciou a morte de Mohammed Odeh, apontado como o novo comandante da ala militar do Hamas, outro grupo apoiado pelo Irã.
Negociações e ameaças sobre o Estreito de Ormuz
A TV estatal iraniana noticiou que Teerã recebeu uma proposta de acordo para reabrir o Estreito de Ormuz dentro de um mês, com a retirada das forças navais dos EUA da região e o fim do bloqueio aos portos iranianos. A Casa Branca negou a existência do texto, classificando-o como uma 'completa invenção'. Donald Trump afirmou que a proposta verdadeira prevê a reabertura imediata do estreito, mas rejeitou qualquer controle externo sobre a passagem. Trump ameaçou explodir Omã, um aliado dos EUA, caso o país negocie um acordo com o Irã para monitorar o tráfego na região.
Impacto nos mercados e na diplomacia
O preço do petróleo recuou diante da expectativa de um possível entendimento entre Irã e Estados Unidos. No entanto, a sequência de ataques em Gaza e no Líbano demonstra que a guerra avança mais rapidamente do que as negociações diplomáticas. A situação permanece instável, com riscos de uma escalada maior no conflito.