EUA Recorrem Contra Decisão Judicial que Impede Sanções à Anthropic Sobre Uso Militar de IA
O governo dos Estados Unidos anunciou a intenção de recorrer contra uma decisão judicial que proíbe a aplicação de sanções à empresa de inteligência artificial Anthropic. A disputa gira em torno do uso de IA em fins militares, com a Anthropic impondo restrições à integração de suas ferramentas em sistemas de vigilância em massa e armamento autônomo.
Disputa entre EUA e Anthropic
O Departamento de Justiça dos EUA manifestou o desejo de entrar com um recurso contra a decisão judicial, tendo até 30 de abril para apresentar seus argumentos. Anteriormente, o Pentágono foi impedido pela Justiça de classificar a Anthropic como um risco para a cadeia de suprimentos dos EUA, uma designação geralmente reservada a empresas de países adversários. A decisão judicial também revogou uma ordem do presidente Donald Trump, de 27 de fevereiro, que determinava que agências federais interrompessem o uso de soluções da Anthropic. Segundo o The Wall Street Journal, os EUA utilizaram o Claude, assistente da Anthropic, na ofensiva militar contra o Irã para auxiliar em avaliações de inteligência, identificação de alvos e simulação de cenários de batalha.
Argumentos da Juíza Rita Lin
A juíza Rita Lin bloqueou as sanções ao afirmar que as medidas do governo poderiam "paralisar a Anthropic". Ela citou George Orwell ao destacar que "nada na legislação vigente apoia a noção orwelliana de que uma empresa americana possa ser vista como adversária por simplesmente discordar do governo". A juíza ressaltou que a decisão não obriga os EUA a utilizarem os produtos da Anthropic nem impede a transição para outros fornecedores de IA. Um alto funcionário do Pentágono descreveu a decisão como uma "vergonha", e o subsecretário de Guerra, Emir Michael, alertou que isso "prejudicaria a plena capacidade" do secretário Pete Hegseth de operar.