Faraaz Mahomed discute a interseção entre saúde mental, direitos humanos e ficção em entrevista ao LitHub
Em entrevista ao LitHub, o escritor e pesquisador Faraaz Mahomed discute seu novo romance, 'Mother/Land', explorando temas como a experiência de um terapeuta, a identidade fragmentada entre Nova York e a África do Sul e as cicatrizes das remoções forçadas. Mahomed reflete sobre como a escrita serve como um canal para processar a neurose e como a literatura permite que questões políticas e pessoais se encontrem em uma narrativa compartilhada.
A conexão entre o pessoal e o político
Mahomed explica que seu romance 'Mother/Land' é uma extensão de um conto anterior e aborda a história de remoções forçadas na África do Sul. Ele argumenta que a ficção permite que as feridas políticas e sociais se tornem pessoais, utilizando a psicoterapia como uma forma de contar histórias sobre o que torna a vida digna de ser vivida.
Identidade e deslocamento
O autor descreve a sensação de deslocamento e a fragmentação da identidade ao viver entre Nova York e Joanesburgo. Ele observa que, embora as culturas pareçam distintas, existem pontos de intersecção e uma 'psique subjacêntrica' que une os dois mundos.
A escrita como refúgio da neurose
Mahomed define-se como alguém que lida com a 'neurose' — o peso do cotidiano e a luta pelo prazer — e afirma que a escrita oferece uma linguagem para conter esses sentimentos. Ele também menciona a prática da corrida como uma forma de limpar a 'poeira mental' e alcançar um estado de clareza.