Davi Alcolumbre rejeita instalação da CPMI do Banco Master e acusa parlamentares de motivação eleitoral
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP), afirmou que a proposta de instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master tem como objetivo 'fazer palanque eleitoral'. Alcolumbre alegou que órgãos como Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça já conduzem investigações sobre o caso e criticou a pressão de parlamentares para a leitura do requerimento da CPMI.
Contexto e declarações de Alcolumbre
Davi Alcolumbre se recusou a ler o requerimento para instalação da CPMI do Banco Master durante sessão do Congresso Nacional, classificando a iniciativa como uma estratégia eleitoral. O presidente do Senado destacou que a decisão sobre a leitura é um 'ato discricionário' da presidência da mesa do Congresso. 'Eu passei quatro horas sendo ofendido por todos os congressistas que falaram da CPMI. E eu fiz aquela sessão do Congresso para ajudar 5 mil prefeitos', afirmou, referindo-se à derrubada de um veto presidencial que beneficiava municípios.
Pressão parlamentar e investigações em andamento
Parlamentares da base governista e da oposição têm pressionado pela instalação da CPMI para investigar suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, cujo proprietário, Daniel Vorcaro, está preso desde março na Operação Compliance Zero da Polícia Federal. Alcolumbre argumentou que as investigações já estão em curso por órgãos competentes e que uma CPMI seria redundante. 'Não sei quem é o culpado. Se é o Banco Central do Brasil, se são as pessoas que fizeram errado, se é a Comissão de Valores Mobiliários, mas está todo mundo investigando isso', declarou.