China acelera compras de produtos agrícolas dos EUA e alivia tensões comerciais com acordo de US$ 17 bilhões anuais
A China concordou em aumentar as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos, incluindo carne bovina e aves, a uma taxa anualizada de US$ 17 bilhões em 2026, 2027 e 2028. O acordo, anunciado pela Casa Branca após encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, também prevê a retomada de importações de aves de estados americanos livres de gripe aviária e o restabelecimento do acesso ao mercado chinês para carne bovina dos EUA. Agricultores americanos, afetados pela guerra comercial e pela restrição de fertilizantes no Estreito de Ormuz, veem o acordo como um alívio.
Detalhes do acordo e impactos no mercado agrícola
O acordo firmado entre China e Estados Unidos estabelece que a China comprará produtos agrícolas americanos a uma taxa anualizada de US$ 17 bilhões nos próximos três anos. Entre os produtos incluídos estão carne bovina e aves, com a condição de que as importações de aves sejam provenientes de estados certificados como livres de gripe aviária pelo Departamento de Agricultura dos EUA. Além disso, a China reconhecerá a província de Shandong como zona livre da doença, facilitando o comércio. Os EUA, por sua vez, se comprometeram a abordar preocupações chinesas sobre barreiras não tarifárias, incluindo a exportação de laticínios, frutos do mar e bonsai em vasos. O Ministério do Comércio da China confirmou progressos na resolução de questões de acesso ao mercado, embora não tenha detalhado os termos específicos.
Contexto geopolítico e econômico
O anúncio ocorre em um momento de alta tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo. A guerra comercial iniciada por Donald Trump em 2025 afetou duramente os agricultores americanos, que perderam um dos seus principais mercados de exportação, especialmente para a soja. Além disso, a escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã restringiu a navegação pelo Estreito de Ormuz, elevando os preços globais de fertilizantes e agravando a crise no setor agrícola. O acordo agrícola surge como uma tentativa de amenizar os impactos negativos para os produtores americanos, embora analistas alertem para a necessidade de confirmação oficial por parte de Pequim e a sustentabilidade das compras no longo prazo.