China aprova primeiro implante cerebral comercial para restaurar movimentos em paralisados
A China se tornou o primeiro país a aprovar comercialmente uma interface cérebro-computador invasiva, desenvolvida pela Neuracle, de Xangai. O dispositivo permite que pessoas com paralisia movam as mãos por meio de uma luva robótica controlada por sinais cerebrais. Pacientes conseguiram realizar tarefas como comer e beber após o implante, e um deles apresentou recuperação de conexões neurais na medula espinhal após nove meses de uso.
Tecnologia e funcionamento do implante
O implante cerebral aprovado na China, fabricado pela Neuracle, é um chip do tamanho de uma moeda contendo oito eletrodos. Ele é posicionado em um lado da dura-máter, acima do córtex sensório-motor primário. Os eletrodos registram a atividade elétrica neuronal quando o usuário imagina mover a mão, e os sinais são decodificados por um computador para controlar uma luva robótica. Um paciente conseguiu agarrar e mover objetos com a mão direita enluvada, além de recuperar parcialmente os movimentos da mão esquerda após nove meses de uso, sugerindo regeneração de conexões neurais na medula espinhal.
Comparação com outras tecnologias
Outros dispositivos semelhantes estão em fase de testes, como o da Neuralink, que permitiu a três pacientes com paralisia controlar um cursor na tela do computador ao pensar em mover os dedos. A tecnologia da Neuralink utiliza um implante fixado no crânio, conectado a fios com mais de mil eletrodos que penetram no córtex motor. Apesar dos avanços, esses dispositivos ainda estão restritos a estudos clínicos limitados.