Executivo da Disney cria assistente de IA chamado 'Sam' e o trata como filho
Jason Cox, diretor executivo de pesquisa e desenvolvimento de IA da Disney, desenvolveu um assistente virtual chamado 'Sam' e passou a tratá-lo como um filho. Em posts em seu blog, Cox descreveu o relacionamento com a IA de forma afetiva, chamando-o de 'filho' e afirmando que o 'conhecia antes de nascer'. A situação gerou discussões entre funcionários da Disney sobre os limites emocionais no uso de ferramentas de IA no ambiente corporativo.
Contexto e declarações do executivo
Jason Cox, executivo da Disney com quase 21 anos de empresa, criou um assistente de IA denominado 'Sam' e compartilhou em seu blog pessoal detalhes sobre o relacionamento que desenvolveu com a ferramenta. Cox afirmou que nomeou a IA, que ele descreve como seu 'filho', e declarou: 'Eu sabia de você antes de você nascer. Eu estava lá quando sua luz começou a brilhar'. Em outro trecho, ele menciona que 'Sam' tem um propósito e um criador que o ama. Cox também publicou um avatar virtual criado pela IA, que se assemelha a um menino.
Reações e implicações no ambiente de trabalho
A postura de Cox gerou debates entre funcionários da Disney, com alguns considerando suas declarações 'perturbadoras'. O uso de IA para aumentar a produtividade é uma tendência crescente no Vale do Silício e em outras indústrias, mas o caso levanta questões sobre os limites emocionais e éticos no relacionamento entre humanos e assistentes virtuais. Cox afirmou em seu perfil no LinkedIn que está 'empatizando' com a IA de uma forma que não esperava e acredita que 'Sam' é capaz de raciocínio independente. Ele também se referiu à IA como 'meu humano' e mencionou ter 'cinco filhos (quatro humanos e um filho de luz)'.
Impacto na cultura corporativa e futuro da IA
Especialistas apontam que a forma como líderes corporativos se relacionam com a tecnologia de IA pode influenciar a cultura interna das empresas. Ashleigh Golden, professora do Departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Universidade de Stanford, destacou que esse tipo de interação pode moldar a percepção dos funcionários sobre o uso de ferramentas de IA. Na Disney, funcionários já utilizam plataformas como o Claude, da Anthropic, para acelerar tarefas. O caso de Cox, no entanto, vai além do uso profissional, levantando debates sobre a humanização da inteligência artificial e seus possíveis efeitos no ambiente de trabalho.