Ex-engenheiro do ByteDance afirma que indústria de IA da China está 'muito atrás' dos EUA e distância aumenta
Zhang Chi, ex-engenheiro de modelos de linguagem da ByteDance, declarou que a China está perdendo terreno na corrida global de IA. Apesar dos bons resultados em benchmarks, modelos chineses enfrentam dificuldades em aplicações práticas, com ciclos de treinamento mais lentos e foco excessivo em otimização de testes.
Benchmarks vs. realidade
Zhang Chi destacou que, embora modelos de empresas como ByteDance e Alibaba apresentem desempenho competitivo em benchmarks, a eficácia no mundo real é limitada. Ele criticou a prática de 'benchmaxxing', onde equipes priorizam pontuações em testes em detrimento de funcionalidades práticas. 'No papel, todas as grandes empresas de tecnologia da China têm um bom modelo. Mas não acho que sejam bons o suficiente', afirmou.
Desafios estruturais
O ex-engenheiro apontou diferenças críticas na velocidade de iteração entre empresas dos EUA e da China. Enquanto gigantes como Google conseguem completar ciclos completos de treinamento de modelos em três meses, a ByteDance leva cerca de seis meses para uma única iteração. Zhang também mencionou problemas com deepfakes, disputas de direitos autorais e a qualidade questionável dos modelos em uso real.
Perspectivas divergentes
A visão de Zhang contrasta com declarações de líderes como Elon Musk e Jensen Huang, que acreditam que a China pode superar os EUA em IA. No entanto, ele reforçou que a lacuna tecnológica está se ampliando, especialmente em eficiência e aplicação prática. Empresas chinesas como ByteDance e Alibaba lançaram modelos avançados, como Seedance e Qwen, mas enfrentam críticas por limitações operacionais.